Others

The thing I love today: Tolerance and Respect for Differences / Coisa que amo hoje: Tolerância e Respeito pelas Diferenças

Recent Terrorist Attacks

We have been bombarded by the terrorism news since a long while, but every new episode seems to cause the very same dismay and powerless feeling. What I don’t understand is why some of them get more media’s – as well as world community’s – attention, importance and consternation than others. I am not suggesting that those that get more audience should have less. I am just trying to figure out why we tend to “value” some in a higher extent. Would it be the city where it happens? Would it be the type of society hit by it? Would it be due to a personal connection? Would certain people suffer less than others? Would pain have different meaning for different people?

December 16th, 2014: Peshawar school, in Pakistan, is a victim of a terrorist attack, leaving 141 dead, 132 of them children.

January 7th, 2015: office of the Charlie Hebdo magazine, France, is attacked by 3 terrorists, leaving 12 dead.

Sympathies aside, it is possible that some people have not heard of the first happening in Pakistan, reinforcing my concerns.

Nothing justifies a terrorist attack, regardless its magnitude. What happened in these two episodes, as well as all the others that happen every single day around the globe, should be repudiated by all means. All the worldwide support Charlie Hebdo magazine has been receiving is touching and it shows that – perhaps – there are more people out there willing to defend a non-violent society than those who perpetrate violence.

One thing that I would like to bring here regarding the whole Charlie Hebdo happening is the following: as heinous as the events are (and there is no shadow of doubts they really are), it bothers me to see the interpretation society gives to freedom of speech and freedom of expression. Freedom implies responsibility and – in my point of view – the respect for differences should come first than my right to say or do whatever I feel like. Let me explain:

  1. Brazil recently witnessed some of its Southern people posting deeply offensive things in their facebook pages regarding their Northern countrymen, either because a Southern soccer team lost a match for a Northern one, or because the elected president had a higher support from people in the Northeast. These people were legally tracked and some of them were formally prosecuted;
  2. Saying that a person is not welcomed due to the color of their skin is a crime and will, most certainly, be punished. This is officially called racism;
  3. Homophobia and Anti-Semite expressions are hatred crimes, which are not tolerated by society nowadays

Would one have the right to advocate that these people are just exercising their right of free speech or freedom of expression? Satire can indeed be funny, but to whom? I love satire too, but the problem is when it becomes offensive and disrespectful. The main point is that most of the times we don’t know/realize when it becomes offensive if we are not on the other side of the line. When it comes to people’s creeds, beliefs and faiths this may lead to inflammatory resentment levels. Among other published things by Charlie Hebdo and taking just one cartoon as an example, using the word “shit” while referring to the Quran may sound funny for just a few.

Respecting differences (no matter where they come from) is a way to look for peace in a world so thirsty for wars.

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Ataques Terroristas Recentes

Nós temos sido bombardeados com notícias sobre terrorismo há um bom tempo, mas cada novo episódio parece nos causar os mesmos sentimentos de angústia e de impotência. O que não entendo é por que alguns deles ganham mais atenção importância e consternação por parte da mídia e da sociedade global que outros. Não estou sugerindo que aqueles que ganham mais audiência deveriam ter menos. Apenas tento entender porque tendemos a “valorizar” alguns em maior extensão. Seria por causa da cidade onde os eventos acontecem? Seria pelo tipo de gente atingida? Seria por uma conexão pessoal? Será que algumas pessoas sofrem menos que outras? Teria a dor um significado diferente para povos diferentes?

16 de dezembro de 2014: escola em Peshawar, Paquistão, é vítima de um ataque terrorista, deixando 141 mortos, 132 deles crianças.

7 de janeiro de 2015: escritório da revista Charlie Hebdo, França, é atacada por 3 terroristas, deixando 12 mortos.

Identificações pessoais à parte, é possível que muita gente não tenha nem ouvido falar do acontecimento no Paquistão, reforçando minhas inquietações.

Nada justifica um ataque terrorista, independentemente de sua magnitude. O que aconteceu nestes dois episódios, bem como em todos os outros que acontecem no mundo diariamente, deve ser repudiado em todas as suas formas. Todas as demonstrações de apoio que a revista Charlie Hebdo têm recebido são emocionantes e mostram que – talvez – há mais pessoas capazes de defender uma sociedade livre de violência que aquelas ainda dispostas a perpetrar a violência.

Uma coisa que eu gostaria de trazer aqui com relação a este acontecimento da Charlie Hebdo é o seguinte: por mais hediondo que os eventos sejam (e não há sombra de dúvidas que que eles o são), me incomoda perceber a interpretação que a sociedade dá à liberdade de expressão. Liberdade implica responsabilidade e – no meu ponto de vista – o respeito pelas diferenças deve vir antes do meu direito de falar ou fazer aquilo que eu bem entender. Explico:

  1. O Brasil testemunhou recentemente algumas pessoas do Sudeste postando coisas extremamente ofensivas em suas páginas do facebook com relação aos Nordestinos. Seja porque algum time do Sudeste perdeu o jogo para um daquela região ou porque a presidente eleita tinha apoio da maioria deles, entre outros exemplos. Estas pessoas foram legalmente rastreadas e algumas delas processadas;
  2. Dizer que alguém não é bem-vindo pela cor da sua pele é crime e quem o faz certamente será punido. Isto se chamae racismo;
  3. Expressões de homofobia e antissemitismo são crimes de ódio e não tolerados pela sociedade de hoje.

Será que alguém teria o direito de defender que estas pessoas estão apenas exercendo seu direito de livre expressão? A sátira pode ser, de fato, muito engraçada, mas para quem? Eu adoro as sátiras também, mas o problema é quando elas se tornam ofensivas e desrespeitosas. O ponto de atenção é que na maioria das vezes não sabemos (ou percebemos) quando elas tomam estas proporções se não estivermos do outro lado da linha. Quando se trata da religião, fé e crença das pessoas isto pode levar à níveis de ressentimentos muito inflamatórios. Entre outras coisas publicadas pela Charlie Hebdo e tomando apenas um desenho como exemplo, usar a palavra “merda” para se referir ao Alcorão pode soar engraçado para apenas alguns poucos.

Respeitar as diferenças (não importa de onde elas venham) é uma forma de buscar a paz em um mundo tão sedento por guerras.

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