Behavior, Social Justice

The thing I love today: Coherence / A coisa que amo hoje: Coerência

(Para Português vide post logo mais abaixo)

 

Hypocrisy

 

As much as I disagree with many people’s point of view, I do have some sort of respect for individuals who act in accordance with what they preach. However, it is so rare to find coherence out there. Maybe because it is “cool” to show activism in a world in which advocacy became so trendy (even if you don’t mean it). Also, in a social-media-driven world and increasingly competitive work environments, propagating engagement and commitment to a cause seems nothing but a necessity in order to be considered “normal” and indispensable. But, oh, how much repugnance I feel about hypocrisy and how sad I am for noticing its pervasiveness.

 

For whomever out there who is reading this piece, here it goes a humble advice: please (I mean please) stop doing it if you don’t genuinely mean it. You are embarrassing yourself and losing the respect of serious people. Stop preaching about how much you want to: save the children in danger; protect minorities, save Africa from hunger; put an end to persistent wars; save all standing trees; show how “engaged” you are with the universal human rights… The truth is, we cannot be candidly engaged with human rights if we cannot respect even the basic rights of humans who are just a few inches away from us. We cannot save the world if we cannot save ourselves first. We cannot be in a room vividly advocating for human rights and deliberately ignoring some people’s presence and their right to be seen/heard. We cannot write an entire book about being a good human being or praising important values if we humiliate people with whom we interact. We cannot reach the crowd if we don’t know how to reach who is just by our side and, consequently, we cannot reach those nearby if we are incapable to reach our inner-selves and perform necessary changes.

 

I wonder why there are such an inconvenient number of people who do this so often. Perhaps the answer lies in the fact that it is much easier to deal with the invisible than with what is just looking at us (or with what is inside us). Most of the times we fail in our in-person interactions. Thus, dealing with what we don’t see brings us the feeling of accomplishment. Shame on us!

 

My conclusions are: before trying to “save the world” out there, make an effort to save your own space first and, by doing so, you’ll probably contribute to make the world a much better place to live in for – at least – those who are around the corner.

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A coisa que amo hoje: Coerência

Hipocrisia

Por mais que eu discorde com o ponto de vista de muitas pessoas, eu tenho um certo grau de respeito por aquelas que agem de acordo com o que pregam. Entretanto, é tão raro encontrar coerência por aí. Talvez porque seja “maneiro” mostar ativismo em um mundo onde isto se tornou tão na moda (mesmo que as intenções não reflitam as palavras). Outra razão pode ser o fato de que viver neste mundo tão dominado pelas redes sociais e competições pelo mercado de trabalho, propagar compromisso e luta com uma causa parece nada menos que a coisa certa a fazer já que, assim, a pessoa pode causar a impressão de “normalidade” e indispensabilidade. Mas, ahhh, como eu repugno a hipocrisia e como me entristeço por perceber a sua onipresença.

 

Para quem quer que esteja lendo este material, aqui vai um humilde conselho: por favor pare de espalhar aquilo que você não é ou o que não possui as reais intenções em realizar. Ao fazê-lo, você se ridiculariza e perde o respeito de pessoas sérias. Pare de pregar o quanto você gostaria de: salvar as criancinhas em perigo; apoiar as minorias; acabar com a fome na África; acabar com as guerras sem fim; proteger as florestas; mostrar o quão engajada(o) é com as questões de direitos humanos universais… A verdade é que não conseguimos ser genuinamente comprometidas(os) com os direitos humanos se não conseguirmos respeitar nem mesmo os direitos básicos daquelas(es) que estão a algumas polegadas de distância de nós. Não conseguimos salvar o mundo se não conseguirmos salvar a nós próprias(os) primeiro. Não podemos fervorosamente defender os direitos humanos numa sala e deliberadamente ignorar a presença de pessoas nesta mesma sala, assim como o seu direito de serem vistas e ouvidas. Não podemos escrever um livro sobre os bons comportamentos ou a exaltação dos grandes valores humanos se se humilha aqueles com quem interagimos. Não podemos chegar à multidão se não sabemos como chegar àquelas(les) que estão ao nosso lado e, conseguintemente, não podemos alcançar àquelas(les) ao nosso lado se formos incapazes de chegar à nossa própria intimidade e promover as mudanças necessárias.

 

Eu me questiono porque um número tão desconcertante de pessoas faz isto tão frequentemente. Quiçá a resposta seja o fato de que é muito mais fácil lidar com o invisível que com aquilo que nos fita os olhos (ou com aquilo que está dentro de nós). Não raro falhamos em nossas interações pessoais. Assim, lidar com o que não vemos nos dá uma sensação de trabalho bem-sucedido. Que vergonha!

 

Minhas conclusões são: antes de tentar “salvar o mundo” lá fora, faça inicialmente um esforço para “salvar” o seu próprio espaço. Agindo assim, você provavelmente estará contribuindo para um mundo melhor para – pelo menos – aqueles ao seu redor.

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Behavior

The thing I love today: A little bit of failure (para português, vide post mais abaixo)

 

Success

 

One might think I am sick or on drugs for bringing “failure” as the thing I love today, but let me clarify upfront that I am perfectly sane and totally conscious of what I am saying.

I pay very close attention to people’s behavior – actually, reading people is something I am very good at and I wonder why I haven’t followed this professional track – and it amazes me to see how perpetual success tends to make people arrogant and too proud of themselves. It is like if they could be shielded or immune to any sort of misfortune, which leads them to feel like special beings.

Anyone who has been exposed to at least a little bit of world history studies knows that two giant characters of the past were so intoxicated by the series of successes they achieved that they looked at themselves as holders of divine powers so they believed they could unstoppably do and get anything they wanted. These two characters, infused with their inner sense of superiority and taking advantage of the incredible power they got in hands, changed/marked history in a profound and painful way. The balance: vast territories were conquered by force and millions of lives were taken until the day these two men found themselves on the common ground of failure, something they did not know how to deal with as their past experiences with perennial success blinded them.

It is obvious that not everyone who experiences a sequence of absolute success in their lives become tyrants, but chances are that they are going to consider themselves better than other people, unique creatures, and beings who deserve exclusive VIP treatment simply because they are “successful”.

Do not take me wrong. I think everyone deserves their dose of success, after all accomplishments are essential in encouraging people to get up in the morning. But failure is a central life ingredient too, whose importance we tend to underestimate. It makes us humans like any other; It makes us aware of the fact that – by losing – we sometimes give someone else the chance to win; It makes us sympathetic with people’s pain and failures; It makes us see life as this roller coaster that sometimes puts us on the top, but it also takes us down eventually.

We should celebrate our successes with humbleness and face our failures with enthusiasm because we need them both to make us actual humans.

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Coisa que amo hoje: Um pouquinho de fracasso

 

Sucesso

 

Quem ler isto pode achar que estou doente ou sob efeito de drogas por trazer o “fracasso” como a coisa que amo hoje, mas permitam-me esclarecer que estou perfeitamente cônscia do que estou dizendo.

Eu presto bastante atenção no comportamento das pessoas – aliás, avaliação comportamental é algo em que sou muito boa e até me pergunto porque não segui este campo profissional – e me impressiona ver como o sucesso constante tende a deixar as pessoas arrogantes e demasiado orgulhosas. É como se elas fossem blindadas e imunes a qualquer tipo de má sorte, o que as leva a pensar que são seres especiais.

Qualquer pessoa que tiver sido exposta a pelo menos um pouco do estudo da história mundial sabe que dois grandes personagens do passado ficaram tão intoxicados pela sequência de sucessos alcançados que eles se viam como detentores de poderes divinos e, portanto, que podiam fazer e conseguir tudo o que quisessem. Estas duas personalidades, inspiradas pelo seu senso de superioridade e tirando vantagem do incrível poder que possuíam nas mãos, mudaram/marcaram a história de maneira profunda e dolorosa. O saldo: grandes áreas territoriais foram conquistadas e milhões de vidas perdidas até o dia em que estes dois homens experimentaram, enfim, o fracasso, algo que eles não sabiam como lidar já que suas experiências pregressas de sucesso absoluto os haviam cegado os olhos.

Claro que nem todo mundo que experimenta uma sequência de sucesso em sua vida se torna um tirano, mas há uma grande chance de ela/ele se sentir uma pessoa melhor que os outros, uma criatura especial e alguém que merece um tratamento VIP pelo simples fato de ela ser “bem-sucedida”.

Não me julguem incorretamente. Eu acho que todos nós merecemos nossa dose de sucesso, afinal de contas é ele que nos estimula a levantar da cama todos os dias. Mas o insucesso (a falha, a perda – como quiserem descrever) é um componente central das nossas vidas também e que geralmente subestimamos a sua importância. Ele nos iguala a qualquer outro ser humano; Ele nos alerta para o fato de que, ao perdermos, muitas vezes damos ao outro a chance de ganhar; Ele nos faz sentir empatia pela dor e fracasso alheios; Ele nos faz ver a vida como uma montanha russa em que às vezes estamos no topo, mas eventualmente descemos à base.

Devemos celebrar os nossos sucessos com humildade e encarar os nossos fracassos com entusiasmo pois a humanidade precisa de ambos para que se torne – de fato – humana.

blogthingsilove@yahoo.com

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Behavior

The thing I love today: Positive Changes / Coisa que amo hoje: Mudanças positivas

Consistency

Not so long ago, an acquaintance of mine said the “thousandth” NO to a simple request I made. And he added: “at least I am consistent”. He seemed so proud of himself after saying it as if unchanging principles were necessarily a good thing. All I said back was that still water may cause slime. Consistency does mean regularity in the application of something, but it does not mean a positive thing all the time. Of course it can also be associated with reliability and conformity and one has to assess the situation to make a proper judgment, but being someone so pro advancements as I am, I tend to look at changing in a very positive way.

All I could say to this person was that, sometimes, inconsistency is mandatory so we won’t persist in errors. I also added that the world has been witnessing stupidity being repeated again and again exactly because mankind refuses to “switch their command buttons”. Some of us keep insisting on the same mistakes for millennia just for the sake of “being consistent”. Allowing oneself to change can be one of the greatest steps toward self-improvement and it is a humble act of acknowledgement of how tiny we are and how little we know.

I hope I’ll be alive in the day we are going to get rid of these old habits’ cage and accept that reshaping our mindset is good for ourselves and everyone around us. I very much want to witness that.

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Consistência

Há pouco tempo, um conhecido meu pronunciou seu milésimo “NÃO” para um simples pedido meu, acrescentando à sua fala: “pelo menos eu sou consistente”. Ele parecia tão orgulhoso de si próprio ao dizer isto como se princípios imutáveis fossem necessariamente uma coisa boa. Tudo o que lhe repliquei foi que água parada pode causar limo. Consistência quer dizer regularidade na aplicação de algo, mas não significa algo positivo o tempo todo. É claro que ela pode estar associada com credibilidade e conformidade e deve-se avaliar a situação para um julgamento apropriado, mas sendo alguém tão a favor do progresso, eu tendo a olhar para as mudanças de uma forma bem positiva.

Tudo o que pude dizer a esta pessoa foi que, às vezes, a inconsistência é obrigatória para que não persistamos em erros. Eu também acrescentei que o mundo tem testemunhado a estupidez se repetir sem parar exatamente porque a humanidade se recusa a “mudar seus botões de comando”. Alguns de nós continuam insistindo nos mesmos erros por milênios apenas porque precisam que “ser consistentes”. Permitir-se mudar pode ser um dos mais importantes passos em direção ao auto-aperfeiçoamento e é um ato humilde de reconhecimento da nossa pequenez e do quão pouco sabemos.

Espero estar viva no dia em que nos despiremos das jaulas dos velhos hábitos e aceitaremos que reformular a nossa mentalidade faz bem para nós próprios e para todos ao nosso redor. Seria bom testemunhar isto.

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