Cosmetics, Energy, Foods

The thing I love today: Palm Oil / Coisa que amo hoje: Óleo de Palma

Palm fruit

Palm Oil

Half the world is discussing palm oil related problems, while the other half is asking themselves what’s with this palm tree that is so important and creates so much negative buzz worldwide.

The fact is that this ingredient (either palm oil or palm kernel oil) is present in about 50% of what you buy/use in a daily basis: it is in your food, in your cosmetics, in your toiletries, fuels and so on. You might not see it on the labels, because it is often “hidden” behind synonyms or it comes inside another described raw material, but it is there.

Why is it so loved? It is said that palm oil is a very productive crop compared to similar ones, meaning that it produces more oil per hectare than any other substitute (RSPO* states that this palm tree needs less than half the land required by other crop to produce the same amount of oil); it excels in cooking characteristics, because it maintains its properties even under high temperatures; its special texture and absence of smell make it a perfect ingredient for several products; and it has a natural preservative effect, extending the life of products on the shelves;

Why then is there so much buzz?

It all begins in the rainforest, but let’s go through a few facts before exploring the answer:

  • In 2013, 59.6m metric tones of palm oil were produced;
  • Global production has doubled in the last decade and it is supposed to double again by 2020;
  • Expansion of emerging markets (especially in the most populous ones) is the driving force behind the increasing demand;
  • The largest producers of palm oil nowadays are in Asia. The main one is Indonesia (33.5m metric tones a year), the second largest is Malaysia (20.35m metric tones), the third one is Thailand (2.25m MT a year). Then it comes Colombia (1.02m MT a year) and Nigeria (0.93m MT a year), followed by others;
  • The largest consumers are: India (8.80m MT a year), China (6.60m MT a year), European Union (6.30m MT a year), Pakistan (2.65m MT a year), United States (1.41m MT a year), Bangladesh/Egypt (1.30m MT a year) followed by several others;
  • From 59.6m MT produced in 2013, only 5.4m MT were sold as certified sustainable palm oil.

Having said that, the following are the problems associated to the oil production:

  • Palm tree plantations in Southeast Asia have tripled in the last decade causing a high rate of deforestation in the main producers countries. The real numbers vary, but the World Resources Institute estimates that Indonesia alone has lost 6m hectares of primary forest (an area half the size of England) from 2000 to 2012;
  • GHG emission – clearing down the forest releases a high level of carbon dioxide and methane, which contributes to the global warming;
  • It has been causing habitat and biodiversity loss in the region, putting certain species in high extinction risk (local orangutans have become the flagship for sustainable palm oil campaigns);
  • Communities destruction and displacement along Indonesia and Malaysia to open space for plantation;
  • Destruction of other crop yields.

Several companies, from different business sectors, have been looking for certified palm oil production and some even claim to have their entire supply covered by responsible sourcing. The main question is if our insatiable appetite for products will allow a truly sustainable value chain, meaning: can 59.6m MT of palm oil be provided within the best practices? Besides, would exchanging crop be the solution considering that the very same problems could be applied to the next (equally) demanded oil production?

This is something to think about every time we buy toothpastes, ice creams, margarines, fried foods, soaps, body lotions, shampoos, lipsticks, etc. The main point is not necessarily to stop buying them, but to make better shopping decisions (if possible) and being knowledgeable about our consumption habits impacts.

*Roundtable Sustainable Palm Oil

Sources:

The Guardian – EU labelling changes force industry action on palm oil

http://www.theguardian.com/sustainable-business/2014/dec/12/eu-labelling-changes-palm-oil-consumer-change

The Guardian – From rainforest to your cupboard: the real story of palm oil – interactive

http://www.theguardian.com/sustainable-business/ng-interactive/2014/nov/10/palm-oil-rainforest-cupboard-interactive?CMP=new_1194

RSPO – About Sustainable palm oil

http://www.rspo.org/consumers/about-sustainable-palm-oil

Photo credits: The Guardian website

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Óleo de Palma

Metade do mundo anda discutindo os problemas relacionados ao óleo de palma e a outra metade se pergunta o que há nesta palmeira que a torna tão importante e gera tanto barulho ao redor do mundo.

O fato é que este ingrediente (sejam óleos de sua polpa ou sua amêndoa) está presente em pelo menos 50% do que compramos/usamos no dia-a-dia: está na nossa comida, nos nossos cosméticos, nos nossos combustíveis, nos nossos produtos de higiene pessoal, etc. Você pode não notá-lo nos rótulos, porque ele está normalmente “escondido” em sinônimos ou por estar contido em outra matéria-prima ali descrita, mas ele muito provavelmente está lá.

Porque ele é tão amado? É dito que o óleo de palma é uma cultura muito produtiva comparada às similares, o que significa dizer que ele produz mais óleo por hectare que qualquer substituto (a RSPO afirma que esta palmeira requer menos da metade de terra das outras plantações para produzir a mesma quantidade de óleo); destaca-se por suas características de cozimento, pois mantém suas propriedades mesmo submetido a altas temperaturas; possui uma textura especial e ausência de cheiro, o que faz dele um ingrediente perfeito para diversos produtos; e possui um conservante natural, que ajuda a aumentar a validade dos produtos nas prateleiras.

Por que, então, há tanto burburinho?

Tudo começa na floresta, mas abordemos alguns fatos antes de explorar a resposta:

  • Em 2013, foram produzidas 59mm de toneladas métricas de óleo de palma;
  • A produção global dobrou na última década e estima-se que dobre uma vez mais até 2020;
  • A expansão de mercados emergentes (principalmente aqueles mais populosos) é a força motriz desta demanda crescente;
  • Os maiores produtores do óleo de palma hoje estão na Ásia. O principal é a Indonésia (33,5mm de toneladas métricas ao ano), o segundo maior é a Malásia (20,35mm TM ao ano), o terceiro é a Tailândia (2,25mm TM ao ano). Então vem a Colômbia (1,02mm TM ao ano), a Nigéria (0,93mm TM ao ano) e outros;
  • Os maiores consumidores são: Índia (8,80mm TM ao ano), China (6,60mm TM/ano), União Europeia (6,30mm TM/ano), Paquistão (2,65mm TM/ano), Estados Unidos (1,41mm TM/ano), Bangladesh/Egito (1,30mm TM/ano), seguidos de vários outros.
  • Das 59,6mm TM produzidas em 2013, apenas 5,4mm TM foram comercializadas com certificação de óleo de palma sustentável.

Dito isto, a seguir temos os problemas associados à sua produção:

  • A plantação destas palmeiras no sudeste asiático triplicou na última década, causando um alto índice de desmatamento nos principais países produtores. Os números variam, mas o World Resources Intitute estima que apenas a Indonésia perdeu 6 milhões de hectares de floresta nativa (uma área equivalente à metade da Inglaterra) entre 2000 e 2012;
  • Emissões de gases de efeito estufa – a derrubada das florestas libera um alto nível de dióxido de carbono e gás metano, contribuindo para o aquecimento global;
  • Tem causado perda de biodiversidade e habitat na região, colocando algumas espécies em alto risco de extinção (os orangotangos locais se tornaram a bandeira para as campanhas do óleo de palma sustentável);
  • Comunidades estão sendo destruídas e deslocadas ao longo da Indonésia e da Malásia ao abrir espaço para as plantações;
  • Destruição de outras culturas.

Muitas empresas, de diferentes setores, estão buscando óleo de palma certificado e algumas até mesmo afirmam que 100% de seu abastecimento é sustentável. A pergunta que fica é se o nosso apetite insaciável por produtos permitirá uma cadeia de valor realmente sustentável. Quer dizer: será possível produzir 59,6mm de toneladas métricas de óleo dentro das boas práticas de mercado? Além disso, será que substituir a matéria-prima seria a solução, considerando-se que os mesmos problemas poderiam ser aplicados à próxima produção (igualmente) demandada?

Isto é algo para se ter em mente toda vez que comprarmos pastas de dente, margarinas, sorvetes, alimentos fritos, sabões, loções corporais, xampus, batons, etc. O principal ponto não é necessariamente parar de comprá-los, mas fazermos melhores decisões de compra (se possível) e estarmos bem informados sobre os impactos dos nossos hábitos de consumo.

*Mesa redonda para o óleo de palma sustentável

Fontes:

The Guardian – EU labelling changes force industry action on palm oil

http://www.theguardian.com/sustainable-business/2014/dec/12/eu-labelling-changes-palm-oil-consumer-change

The Guardian – From rainforest to your cupboard: the real story of palm oil – interactive

http://www.theguardian.com/sustainable-business/ng-interactive/2014/nov/10/palm-oil-rainforest-cupboard-interactive?CMP=new_1194

RSPO – About Sustainable palm oil

http://www.rspo.org/consumers/about-sustainable-palm-oil

Créditos da fotografia: página do The Guardian

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Foods

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The thing I love today: Food / Coisa que eu amo hoje: Alimento

It is expected that by the time we reach the year 2050, the world population will increase about 35% based on current numbers. The huge concern when it comes to food supply is that to feed a population of 9 billion people, crop production will need to double. One of the main reasons for that is associated to the economic prosperity the developing world has been experiencing, which led them to eat more, especially more meat. According to the National Geographic magazine, the increase in the per capita daily protein demand will be revolving 15.3% in the developed countries, while in the emerging ones it is supposed to be around 103.6%.

Agriculture poses several challenges to the environment: it is among the greatest greenhouse gases emitters (due to the release of methane gas by cattle and forest clearing to grow crops/livestock, to name a few reasons); it is – by far – the industry that requires more water supply to operate; it is associated to the acceleration of biodiversity loss; and the constant use of fertilizers and pesticides may cause irreparable damages to nearby groundwater, rivers and community.

The pressuring demand for meat will require not only more livestock availability (including more land for it), but also an increase in crops (mostly corn and soybeans) to feed the cattle, pigs and chickens the planet will be requiring. Here lies one of the main reasons why we will need to double the amount of crop by 2050. This also fuels another debate about organic versus conventional agriculture. The former argues that small (organic) farmers are capable to increase yields in ways that would help meet the world demand, while the latter advocates that only modern agriculture techniques such as mechanization, irrigation, chemicals and improved genetics will be the answer to fill the demand blanks.

I don’t intend to point fingers to the right or wrong here. My intention is to raise the awareness for the fact that achieving sustainable agriculture may become increasingly harder and also to ask my fellows a few important questions: do we really need that much food (especially meat) on our plates everyday? Do we need food portions as big as the ones offered by restaurants nowadays? Should the increase in income lead people to eat more or eat better? Does better mean more? I personally think it is absurd that an increase in 35% of population will require 100% more food. Another absurd is to accept the huge food portions we are getting lately as a normal thing. I would go for a campaign of charging me half the price for a half the size meal.

Let’s think about that for a while and try not to be part of those who will demand 100% more food. Maybe by doing so, in 2050 we will prove wrong the statistics we foresee now.

 

Source: National Geographic Magazine, May edition 2014.

blogthingsilove@yahoo.com

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É esperado que quando alcancemos o ano de 2050, a população mundial tenha aumentado em torno de 35% comparado aos números atuais. A grande preocupação com relação ao abastecimento de alimentos é que para nutrir uma população de 9 bilhões de pessoas, a produção agrícola precisa dobrar. Uma das principais razões está associada à prosperidade econômica que os países emergentes vêm experimentando, o que os levou a comer mais, especialmente mais carne. De acordo com a revista National Geographic, o aumento per capita do consumo de proteína diário girará em torno de 15,3%, enquanto que nos países em desenvolvimento deverá estar por volta de 103,6%.

A agricultura oferece diversos desafios ao meio ambiente: ela está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa (basicamente devido à liberação de gás metano oriundo da criação de gado e pelo desmatamento de florestas para ampliação de áreas agriculturáveis bem como para a pecuária); ela é – de longe – a indústria que mais requer o uso de água em suas operações; está associada à aceleração da perda da biodiversidade; e o constante uso de fertilizantes e pesticidas pode causar danos irreparáveis aos lençóis d’água, rios e comunidades adjacentes.

A grande pressão pela demanda de carne requererá não apenas maior disponibilidade de pecuária (incluindo aqui terras para criação), mas também um aumento na produção (em especial de milho e soja) para prover alimento para o gado, porcos e frangos nos níveis em que o planeta deve estar demandando. Aqui repousa uma das principais razões pelas quais será necessário dobrar a produção de alimentos por volta de 2050. Isto também acende outra discussão sobre a agricultura orgânica versus a convencional. Aquela argumenta que pequenos agricultores (orgânicos) são capazes de aumentar sua produção de maneira a atender a demanda mundial, enquanto que a última defende que somente técnicas modernas de agricultura, como a mecanização, a irrigação, os químicos e a melhoria genética serão capazes de preencher as lacunas da demanda.

Eu não pretendo apontar dedos para o certo ou errado aqui. Meu objetivo é chamar atenção para o fato de que a agricultura sustentável pode ficar cada vez mais difícil de ser atingida e também para perguntar aos meus amigos leitores algumas questões importantes: precisamos realmente de tanta comida (especialmente carne) nos nossos pratos todos os dias? Precisamos de porções tão grandes quanto às oferecidas pelos restaurantes nos últimos tempos? O aumento de renda deveria levar as pessoas a comer mais ou a comer melhor? Melhor significa mais? Pessoalmente, eu acho absurdo que um aumento da população em 35% demande 100% mais alimentos. Outro absurdo é aceitar como normal as grandes porções de comida que temos ingerido. Eu facilmente adotaria uma campanha em que me cobrariam metade do preço, por metade da comida.

Vamos pensar nisto por um momento e tentar não ser mais um entre aqueles que demandarão 100% mais comida. Ao fazer isto, talvez consigamos provar em 2050 que as estatísticas que agora vislumbramos estejam erradas.

 

Fonte: Revista National Geographic, edição de maio de 2014

blogthingsilove@yahoo.com

Aside
Energy

The thing I love today: Clean Energy / O que eu amo hoje: Energia Limpa

 

Coal

The recent tragedy in a coal mine in Turkey, causing the death of more than 300 workers, put – one more time – the problems associated with the mining activity under the spotlight.

Large scale energy generation will always be inevitably linked to social and environmental impacts. Even the so-called “cleaner” power production, like the hydropower, takes its toll over adjacent communities and the overall ecosystem. A few alternatives of energy generation, like coal, are so detrimental that it deserves our deepest concern and consternation. The problem, however, is that the current insatiable appetite for energy doesn’t leave much room for improvement.

Among all the fossil fuels, coal is – by far – the dirtiest and – by all means – the cheapest. The planet burns eight billion tons of this resource a year and 40 percent of the world’s electricity comes from it.

Coal is responsible for 39 to 44 percent of the global CO2 emissions (in 2012, the world emitted 34.5 billion metric tons of carbon dioxide from fossil fuels). The most worrisome information, though, is that the world coal consumption keeps stubbornly moving up, mostly in emerging industrialized countries, such as India and China. China alone increased its consumption from 1.5 billion tons in 2000 to 3.8 billion tons in 2011.

Coal business causes enormous negative externalities, but no one pays the monetary price for that: neither consumers, nor emitters. The intangible price, however, is borne by the planet as a whole. Thousands of people die a year in coal mines and various more perish due to polluted air. Only in China, it is reported that the filthy air is linked to 1.2 million deaths a year.

Mitigation alternatives, such as carbon capture and storage (literally injecting it underground under conditions that deter leaks), can be such a complex and costly process that no one expects it to be mandatory unless it becomes financially viable.

Another serious issue is that work conditions on any regular underground mine are extremely unsound and insalubrious per se. To make things worse, there are several mines around the world that are not even regulated by local governments, subjecting workers to all sorts of irregularities, including child labor, which causes profound distress if we consider that work in such mines may diminish one’s life expectancy. The ordinary work ambience in the underground is confined, arduous, highly flammable and after a few years of exposure, workers are commonly affected by a disease called pneumoconiosis, which derives from the inhalation of poisonous gases and dust, that can be lethal.

Knowledge, technology and resources that could help making the power generation business cleaner and safer abound. The only thing missing seems to be good will to make them financially viable. Considering that the consequences of persisting on the bad practices are global, it seems reasonable to address the problem in a collective/global standpoint. The planet would appreciate it.

Sources:

– National Geographic Magazine, April 2014

– A Segurança em Minas de Carvão Agindo na Prevenção da Pneumoconiose – Região Carbonífera de Santa Catarina http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/000028/000028C9.pdf

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Carvão

A tragédia em uma mina da Turquia, que causou a morte de mais de 300 trabalhadores recentemente, colocou – mais uma vez – os problemas associados a atividade de mineração sob perspectiva.

A produção de energia em larga escala sempre estará inevitavelmente ligada a impactos sociais e ambientais. Até mesmo a famigerada “energia limpa”, como a hidrelétrica, cobra seu preço das comunidades circunvizinhas e do ecossistema de uma maneira geral. Algumas alternativas de geração de energia, como a do carvão, são tão danosas que merecem nossa atenção e consternação profundas. O problema, porém, é que o apetite insaciável por energia dos últimos tempos não contribui para a mudança de cenário.

Entre todos os combustíveis fósseis, o carvão é – de longe – o mais sujo e indiscutivelmente o mais barato. O Planeta queima anualmente 8 bilhões de toneladas deste recurso, que gera 40% da eletricidade mundial.

O carvão é responsável por 39% a 44% das emissões globais de CO2 (em 2012, o mundo emitiu 34,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono derivados de combustíveis fósseis. O mais preocupante é que o consumo continua crescendo, em especial nos países industrializados, como a China e a Índia. Somente na China, seu consumo saiu de 1,5 bilhões de toneladas em 2000 para 3,8 bilhões em 2011.

O negócio do carvão causa enormes externalidade negativas, mas ninguém está pagando o preço monetário atrelado a ele: nem o consumidor, nem o emissor. O preço intangível, entretanto, é bancado pelo planeta como um todo. Milhares de pessoas morrem todos os anos em minas de carvão e várias outras perecem devido à poluição atmosférica. A China registra que a morte de 1,2 milhão de pessoas ao ano está associada às condições do ar local.

Alternativas de mitigação, como por exemplo a captura e armazenamento de carvão (literalmente injetá-lo no subsolo em condições tais que seja contido seu vazamento) pode ser um processo tão complexo e custoso que não se espera que ele se torne obrigatório a menos que se torne viável financeiramente.

Outro problema sério é que as condições de qualquer mina de carvão subterrânea são naturalmente periculosas e insalubres. Para piorar a situação, existem inúmeras minas ao redor do mundo que não estão regulamentadas, sujeitando os trabalhadores a todos os tipos de irregularidades, incluindo trabalho infantil, o que causa profunda angústia considerando-se que o trabalho neste tipo de mina pode diminuir a expectativa de vida. O modelo comum destes ambientes é confinado, árduo, altamente inflamável e após alguns anos de exposição, os trabalhadores são comumente diagnosticados com pneumoconiose, que é causada pela inalação constante de gases e pó venenosos e que pode ser letal.

Conhecimento, tecnologia e recursos que poderiam ajudar a transformar o negócio de geração de energia em opções mais limpas, são abundantes. O que falta é boa vontade para viabilizar isto financeiramente. Se considerarmos que as consequências da persistência nos modelos de negócios “sujos” são globais, parece razoável abordar o problema de uma maneira coletiva e global. O planeta agradeceria.

Fontes:

– National Geographic Magazine, April 2014

– A Segurança em Minas de Carvão Agindo na Prevenção da Pneumoconiose – Região Carbonífera de Santa Catarina http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/000028/000028C9.pdf

Aside